
São 21h , as minhas pernas já ressentem as 10h de trabalho que se apoiam subtilmente em peso bruto. É hora de uma pausa.
Subo até ao último piso, abro as portadas e acendo um cigarro na varanda. A noite é quente, sinto o calor abafado a soprar em direcção aos meus pensamentos.
Em baixo as casas com mais de 100 anos que ameaçam morrer em pé, na estrada as luzes dos carros que correm para casa, no céu ainda gaivotas, no fundo uma prostituta que sobe e desce a rua da calçada tentando em cada passo atrair a sua sorte, ao longe uma guitarra chora acordes de saudade...Enquanto travo todas estas imagens, penso como me sabem bem estes momentos que me pertencem só a mim e ao turbilhão das lembranças...apago o cigarro, fecho as portadas e volto para as histórias que pertencem aos outros!
Subo até ao último piso, abro as portadas e acendo um cigarro na varanda. A noite é quente, sinto o calor abafado a soprar em direcção aos meus pensamentos.
Em baixo as casas com mais de 100 anos que ameaçam morrer em pé, na estrada as luzes dos carros que correm para casa, no céu ainda gaivotas, no fundo uma prostituta que sobe e desce a rua da calçada tentando em cada passo atrair a sua sorte, ao longe uma guitarra chora acordes de saudade...Enquanto travo todas estas imagens, penso como me sabem bem estes momentos que me pertencem só a mim e ao turbilhão das lembranças...apago o cigarro, fecho as portadas e volto para as histórias que pertencem aos outros!

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